sexta-feira, 18 de junho de 2010

Suiça

Foto de Luciano
 
A Suíça é um país sem costa marítima cujo território é dividido geograficamente entre o Jura, o planalto suíço e os Alpes, somando uma área de 41.285 km². A população suíça é de aproximadamente 7,8 milhões de habitantes e concentra-se principalmente no planalto, onde estão localizadas as maiores cidades do país. Entre elas estão as duas cidades globais e centros económicos de Zurique e Genebra. A Suíça é um dos países mais ricos do mundo relativamente ao PIB per capita calculado em 43.196 de dólares americanos. Zurique e Genebra foram classificadas como as cidades com melhor qualidade de vida no mundo, estando em segundo e terceiro lugar respectivamente.
A Confederação Suíça tem uma longa história de neutralidade, não estando em estado de guerra internacionalmente desde 1815. O país é sede de muitas organizações internacionais como o Fórum Económico Mundial, a Cruz Vermelha, a Organização Mundial do Comércio e do segundo maior Escritório das Nações Unidas. A nível europeu, foi um dos fundadores da Associação Europeia de Comércio Livre e é parte integrante do Acordo de Schengen. Em termos desportivos, a UEFA tem o seu quartel-general naquele país.
A Suíça é constituída por quatro principais regiões linguísticas e culturais: Alemão, Francês, Italiano e Romanche. Por conseguinte, os suíços não formam uma nação no sentido de uma identidade comum étnica ou linguística. O forte sentimento de pertencer ao país é fundado sobre o histórico comum, valores compartilhados (federalismo, democracia direta e neutralidade) e pelo simbolismo Alpino. A criação da Confederação Suíça é tradicionalmente datada em 1 de Agosto de 1291.

 Foto de Luciano

Mil poemas de amor
 (by Caio Lucas)
Sonhei com mil poemas de amor,
dentre eles uma paixão,
fui à procura,
era alguém sozinho à minha espera,
andei por mil noites,
mil luas, mil cidades,
mas não a encontrei,
chorei por milhares de paixões
e não era você.

Visitei mil outros corações à sua procura,
andei por praias,
florestas, desertos,
sóis, luas e nada...
Ainda assim eram sonhos,
sonhos de amante.

Sorri, até descansei algumas vezes,
eram outros braços,
não era você,
as músicas não tinham romance,
os ritmos estavam desencontrados,
por nenhuma o coração batia forte. 
Um dia, caminhando sozinho, encontrei...
Bem, não fui eu quem viu primeiro,
fui encontrado,
ainda assim não acreditei,
deixei passar um tempo,
ainda estava machucado de outros amores,
o corpo cansado de tanto caminhar.

Escrevi um poema,
outro,
o coração estava alegre,
veio um beijo na mão espalmada,
os olhos, os corpos se encontraram,
um rosto limpo e em paz;
sem notar, a paixão tomou conta. 
Cada dia era um poema,
uma canção, um beijo,
os caminhos eram diferentes, mas iguais,
éramos o que procurávamos,
demos as mãos, as vidas,
juntamos a paixão,
numa manhã qualquer fizemos amor,
selamos com gozo nossos corpos,
deixamos o prazer tomar conta,
até que virou amor.

Escrevi mil poemas,
te amei mil noites,
chorei algumas vezes de saudades,
outras mil vezes sorrimos,
fizemos planos, sonhamos,
deixo agora a vida contar nossa história. 
Caminhando juntos, lado a lado,
conseguimos juntar paixão e amor,
aquecemos nossos corpos com vontades,
cuidamos de cada pedaço da paixão,
colamos nossos cacos,
dividimos os carinhos em um,
na verdade somamos em milhares,
multiplicamos e o resultado é amor,
nosso, único...
Ainda que tarde é começo, é fim, é eterno. 
Algum dia alguém vai ler minhas letras,
todas falam de paixão, uma a uma,
vão dizer dos mil poemas que fiz pra você,
os que falam da procura,
das dores, das alegrias,
se alguém um dia sonhar como nós,
então lembrará dos poemas,
nossos escritos de amor.

Hoje te entrego mil folhas,
mil juras,
mil beijos,
mil sonhos,
mil escritos de amor,
mil vezes que sonhamos,
mil vezes que disse: "te  amo".

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tordesilhas


Foto de Luciano
Tordesilhas (em castelhano Tordesillas) é um município da Espanha na província de Valladolid, comunidade autónoma de Castela e Leão, de área 141,95 km² com população de 8708 habitantes (2007) e densidade populacional de 57,89 hab/km².
É célebre por ter sido o local onde em 1494 foi assinado entre o reino de Portugal e o recém-formado reino de Espanha o Tratado de Tordesilhas que estabelecia a divisão das terras futuramente descobertas entre as duas nações.

 Foto de Luciano
" Um Soneto de Amor, Espanhol "
        
              Traduzir é fácil? É difícil? Eis uma experiência nova, a que me submeti, quando resolvi organizar os volumes II e III da antologia “Os Mais Belos Sonetos Que o Amor Inspirou ”,  constituídos  por  sonetos  de  poetas  de   todo  o  mundo, transladados para o português.           A tentativa transformou-se numa aventura empolgante, num desafio, atraente como um novo amor.        E o resultado é que traduzi  mais  de   cem  sonetos,  e  com  a  equipe que me ajudou, acabamos por proporcionar aos leitores brasileiros, a maior mostra de poesia latino-americana
já vertida para o nosso idioma.
    Encontro-me, pois em condições de tentar uma resposta àquelas perguntas: às vezes, é fácil, os versos parecem que já estão prontos, inteiros, é só ir ajeitando as palavras  correspondentes,  como  um  delicado   jogo  de  paciência.      Neste caso incluímos   alguns  trabalhos  de  poetas  espanhóis,  franceses   ou  italianos,  cujas línguas, neo-latinas, são irmãs da nossa.
        Mas, (e isto é o mais comum), as dificuldades são quase intransponíveis. Basta
às vezes uma pequenina “pedra no caminho” para que não se possa seguir adiante. O  detalhe , aparentemente  insignificante,   permanece  irredutível,  e inutilmente tentamos contorna-los por mil atalhos diferente.     Em vão.
           Redunda inútil o nosso esforço. E vamos chegar à conclusão de que, ou nos despojamos  de  alguns   apetrechos  clássicos, formais, (as rimas, a métrica, a fiel reprodução de cada figura de linguagem), ou não conseguiremos atingir o objetivo. Tive um exemplo do que afirmo, quando  traduzi o belo soneto,  claro todo ele, em sua construção   léxica  e  lírica:  Anhélos,  do  moderno   poeta espanhol Francisco Rodrigues Marin.
    O “nó Gordio” estava em seus dois primeiros versos, tão fáceis, tão simples na aparência:

                                   “Agua quisiera ser, luz e alma mia,
                                que com su transparencia te brindara”.

    Mantendo as rimas, teria em português inha e não ia, do espanhol. E agravando o caso, o  célebre  cacófato  camoniano,  perdoável   no  genial  português,  em sua linguagem quinhentista, mas imperdoável hoje:

                                 “Água eu quisera ser, luz e alma minha”.

            As rimas são “pequenos déspotas” que nos impõe suas idéias, e nos obrigam muitas vezes  a   enveredar  por  caminhos imprevisíveis.   É bem verdade, que nos levam, também,  a  surpresas  agradáveis,  em  nossa   criação.    Mas, de qualquer forma,  desvirtuam  a   idéia matriz, e quando nos damos conta, encontramo-nos em roteiro   inteiramente  diverso  do  que  programáramos.      Os poetas, inadvertidos Argonautas,  se  deixam   arrastar por seus cantos de  sereia. Nós que convivemos com elas, que as conhecemos de longa data, percebemos suas ciladas, embora nem sempre possamos nos livrar delas.
    Pela simples observação das rimas de um poema, de suas   correspondências em nosso idioma, concluímos logo se deveremos mantê-las ou não. Nas tentativas que fizemos para traduzir o soneto de Rodriguez Marin, se nos mantínhamos presos às rimas, e à fidelidade das palavras,  nada   conseguíamos.    Optamos então por uma libertação de certos detalhes, para  nos  fixarmos  apenas  na  concepção   geral da obra. E acabamos por vencer a “ batalha ” com uma adaptação.    O importante, no original, é a idéia que serviu de tema à inspiração.     Baseou-se o poeta na velha e primitiva teoria dos filósofos gregos que o Universo é formado de quatro elementos  água, ar, fogo e terra. Partindo daí, e apropriando-se da idéia, conscientemente ou não, transfigurou-a   pelo  sentimento,  transformando-a  de  filosofia em poesia, de concepção filosófica numa das mais lindas declarações de amor que já li.
    Eis o original, em espanhol:

ANHELOS

Agua quisiera ser, luz y alma mia,
que com su transparencia te brindara;
porque tu dulce boca me gustara,
no apagara tu sed, la encenderia.


Viento quisiera ser: em noche umbria
callado hasta tu lecho penetrara
y aspirar por tus labios me dejara,
y mi vida en la tuya fundiria.


Fuego quisiera ser para abrasar-te
en un volcán de amor, ah! estatua inerte,
sorda a las quejas de quien supo amar-te!


Y después, para siempre poseerte,
tierra quisiera ser, y disputarte
celoso a la codicia de la muerte.

E agora a nossa adaptação:

ANSEIOS

Água eu quisera ser, pela alegria
de te dar a beber meu próprio ser;
por tua sede, que eu não mataria,
para molhar teus lábios por prazer.


Vento eu quisera ser, e à noite, iria
adormecida, te surpreender
ressonando em teu leito, e então seria
o ar que precisas pra poder viver!


Fogo eu quisera ser, e em rubras chamas
num delírio de amor, toda abrasar-te,
para ter a certeza de que me amas.


Depois, para possuir-te, de verdade,
terra eu quisera ser! E disputar-te
ciumento, à morte, pela eternidade!


     O leitor mais atento verificará que consegui manter a idéia, a sonoridade de algumas  rimas,  um  certo  ritmo  peculiar,   do  original.     Mas não pude evitar, estimulado pela emoção, que acabasse por participar do poema, integrando-me a ele, e até recriando poesia em algumas passagens. Toda tradução, não deixa de ser, de certa maneira, uma recriação literária.                                                       
    Para o leitor poder comprovar a pertinácia com que me empenhei no trabalho de tradutor, vou citar uma outra tentativa. Aquela em que procurei ater-me ao léxico espanhol, tanto  quanto  possível,  e  reproduzir, com   o  máximo  de fidelidade, as expressões de cada verso.      Abri mão das rimas, - esses dourados e sonoros grilhões medievais - e deixo aos leitores o confronto das duas peças, esta em versos brancos:                                                                                                   

ANSEIOS

Água quisera ser, luz da minha alma,
e com sua pureza te brindar;
e porque tua boca me provara
não mataria a sede, aumentaria.


Vento quisera ser; em noite fria
chegaria a teu leito, silencioso,
deixar-me-ia aspirar por tua boca,
e minha vida à tua fundiria.


Fogo quisera ser para abrasar-te
em um vulcão de amor! Ah, estátua inerte
surda a estas queixas de quem soube amar-te!


E depois, para sempre possuir-te
Terra eu quisera ser, e disputar-te
amoroso, à cobiça vã da morte!

    Qual das duas formas escolheria?
       
( Crônicas  de JG de Araujo Jorge extraído do livro
" No Mundo da Poesia " Edição do Autor -1969
)

domingo, 30 de maio de 2010

Pablo Neruda

Foto de Luciano

Tu eras também uma pequena folha

que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,

se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

Pablo Neruda

Pablo Neruda nasceu em Parral, Chile, em 14 de julho de 1904, como Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto. Era filho de José del Carmen Reyes Morales, um operário ferroviário, e de Rosa Basoalto Opazo, professora primária, morta quando Neruda tinha apenas um mês de vida. Ainda adolescente adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda), que utilizaria durante toda a vida, tornando-se seu nome legal, após ação de modificação do nome civil.
Em 1906 seu pai se transferiu para Temuco, onde se casou com Trinidad Candia Marverde, que o poeta menciona em diversos textos, como "Confesso que vivi" e "Memorial de Ilha Negra", como o nome de Mamadre. Estudou no Liceu de Homens dessa cidade e ali publicou seus primeiros poemas no periódico regional A Manhã. Em 1919 obteve o terceiro lugar nos Jogos Florais de Maule com o poema Noturno Ideal.

Em 1921 radicou-se em Santiago e estudou pedagogia em francês na Universidade do Chile, obtendo o primeiro prêmio da festa da primavera com o poema "A Canção de Festa", publicado posteriormente na revista Juventude. Em 1923 publica Crespusculário, que é reconhecido por escritores como Alone, Raúl Silva Castro e Pedro Prado. No ano seguinte aparece pela Editorial Nascimento seus Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, no que ainda se nota uma influência do modernismo. Posteriormente se manifesta um propósito de renovação formal de intenção vanguardista em três breves livros publicados em 1936: O habitante e sua esperança, Anéis (em colaboração com Tomás Lagos) e Tentativa do homem infinito.

Em 1927 começa sua longa carreira diplomática quando é nomeado cônsul em Rangum, na Birmânia. Em suas múltiplas viagens conhece em Buenos Aires Frederico Garcia Lorca e, em Barcelona, Rafael Alberti. Em 1935, Manuel Altolaguirre entrega a Neruda a direção da revista Cavalo verde para a poesia na qual é companheiro dos poetas da geração de 1927. Nesse mesmo ano aparece a edição madrilenha de Residência na terra.

Em 1936, eclode a Guerra Civil espanhola; Neruda é destituído do cargo consular e escreve Espanha no coração. Em 1945 é eleito senador e obtém o Prêmio Nacional de Literatura. No mesmo ano, lê para mais de 100 mil pessoas no Estádio do Pacaembu em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes. Em 1950 publica Canto Geral, em que sua poesia adota intenção social, ética e política. Em 1952 publica Os Versos do Capitão e em 1954 As uvas e o vento e Odes Elementares.

Em 1953 constrói sua casa em Santiago, apelidada de "La Chascona", para se encontrar clandestinamente com sua amante Matilde, a quem havia dedicado Os Versos do Capitão. A casa foi uma de suas três casas no Chile, as outras estão em Isla Negra e Valparaíso. "La Chascona" é um museu com objetos de Neruda e pode ser visitada, em Santiago. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Lênin da Paz.

Em 1958 apareceu Estravagario com uma nova mudança em sua poesia. Em 1965 lhe foi outorgado o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford, Grã-Bretanha. Em outubro de 1971 recebeu o Nobel de Literatura. Após o prêmio, Neruda é convidado por Salvador Allende para ler para mais de 70 mil pessoas no Estadio Nacional de Chile.

Morreu em Santiago em 23 de setembro de 1973, de câncer na próstata. Postumamente foram publicadas suas memórias em 1974, com o título "Confesso que vivi" .
Em 1994 um filme chamado Il Postino (também conhecido como O Carteiro e O Poeta ou O Carteiro de Pablo Neruda no Brasil e em Portugal) conta sua história na Isla Negra, no Chile, com sua terceira mulher Matilde. No filme, que é uma obra de ficção, a ação foi transposta para a Itália, onde Neruda teria se exilado. Lá, numa ilha, torna-se amigo de um carteiro que lhe pede para ensinar a escrever versos (para poder conquistar uma bonita moça do povoado).

Foto de Luciano

Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Yo no Quiero Problemas

É urgente o amor
(Eugénio de Andrade)

É urgente o amor
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

sábado, 15 de maio de 2010

Caminho(s) de Santiago de Compostela

Foto de Luciano
À DESCOBERTA DO AMOR
(Mahatma Gandhi)


Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.

"O amor é o ultimo sentimento antes de uma briga e o primeiro depois da reconciliação"
(Marcos William)


Foto de Luciano

De mogo geral os caminhos encontram-se sinalizados por setas de cor amarela, no chão, muros, pedras, postes, árvores, estradas, marcos de granito ou concreto, e outros. Como regra, passam sempre em frente à igreja mais importante da cidade.
Entre as várias rotas, delineadas desde a Idade Média, destacam-se:

Caminho Francês - a partir de Saint-Jean-Pied-de-Port, entra na Espanha por Roncesvalles, no sopé dos Pirenéus, e de lá segue por cerca de 800 quilómetros até Compostela.

Caminho Aragonês ("Tramo Aragonés") - liga-se ao Caminho Francês com saída em Somport, passagem por Santiago até Finisterra, com cerca de 980 quilómetros.

Caminho da Prata ("Via de la Plata") - com saída em Chaves, estendendo-se por cerca de 310 quilómetros.

Caminho Primitivo - com saída em Castroverde, estendendo-se por aproximadamente 140 quilómetros.

Caminho do Norte - sai de Ribadeo e segue por cerca de 220 quilómetros.

Caminho Português, com várias alternativas. A mais conhecida parte de Tui e se estende por cerca de 130 quilómetros.

Caminho da Ria de Arousa

Caminho Inglês - parte de Ferrol, estendendo-se por aproximadamente 120 quilómetros.

Caminho de Finisterra

Apenas os Caminhos Inglês, Francês e Português chegam a Santiago de Compostela. Os outros vão-se juntando a estes três durante o percurso. O Caminho de Finisterra une Santiago de Compostela e o Cabo Finisterra.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Primavera

Foto de Luciano

SE JÁ NÃO QUERES MAIS...
(Teresa Cordioli)

Para que não te esqueças na entressafra,
Escrevo-te em versos o meu pedido:
Por favor, me regue, para que e’mim renasça
A inspiração que pensei um dia ter partido.

Se já não me queres mais, finge e disfarça
Colocando em minha vida, um novo sentido.
Não me deixes aqui a te esperar sem graça,
Com meu peito em lágrimas, coração ferido.

Meu amor, não fiques aí parado, esperando
Que meus versos fluam sem teu carinho;
Sem eles, fico na janela, apenas chorando.

Vem, rápido, outro pode estar a caminho,
Trazendo tudo o que estou esperando,
Tomando meu coração por seu ninho...

 Foto de Luciano

“Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar
e voltar sempre inteira.”

Cecília Meireles

A Primavera

É a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres.
A Primavera do hemisfério norte é chamada de "Primavera boreal", e a do hemisfério sul é chamada de "Primavera austral". A "Primavera boreal" tem início, no Hemisfério Norte, a 20 de Março e termina a 21 de Junho. A "Primavera austral" tem início, no Hemisfério Sul, a 23 de Setembro e termina a 21 de Dezembro.
Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro, no caso do hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.
Como se constata, no dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.
Estas divisões das estações por equinócios e solstícios poderão ser fonte de equívocos, mas deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações. Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Basilique du Sacré-Cœur

Foto de Ceiça
"Tuas palavras" - 
(Jean Richepin -  1849-1926 / Trad. de Alvaro Reis)
 
Tuas palavras têm melodias divinas, 
acordes de cristal, pianíssimo, vibrando!
De olhos cerrados fico, imerso em gozo, quando, 
dizendo-me um segredo, o alvo pescoço inclinas...
 
Então não me inebria o olor das balsaminas 
de tua boca - é, mais o tom límpido e brando,
que dás a uma palavra, a um simples "sim", falando... 
Tuas palavras têm meiguices peregrinas!
 
Eis, pois, o que me faz dormentes os sentidos; 
ouço-te, sem saber o que estás a dizer-me, 
qual numa língua estranha e suave aos meus ouvidos!...
 
E em pleno arrebatar dos êxtases radiosos
sinto invisível mão percorrer-me a epiderme...
-   Tuas palavras, flor! têm dedos cariciosos...  

 Foto de Ceiça
A Basílica do Sagrado Coração (em francês Basilique du Sacré-Cœur) é um templo da Igreja Católica Romanaem Paris, sendo também o símbolo do bairro de Montmartre. A basílica está localizada no topo da montanha de Montmartre, o ponto mais alto da cidade. A Basílica de Sacré-Coeur foi construída a partir de mármore travertino extraído da região de Seine-et-Marne, o que garante a tonalidade branca da basílica; apesar da poluição.
Um dos monumentos mais visitados da França, a basílica tem o formato de cruz grega adfornada por quatro cúpulas, incluindo a cúpula central de 80 metros de altura. Na ábside, uma torre enorme serve como campanário com um sino de 3 metros de diâmetro e mais de 26 toneladas.
A arquitetura da basílica é inspirada na arquitetura romana e bizantina e influênciou outros edifícios religiosos do século XX.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Almeida - Portugal

Foto de Luciano Leal

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda

  Foto de Luciano Leal
Almeida

Vista do ar, a vila de Almeida, classificada como Aldeia histórica, parece uma estrela de 12 pontas, tantas quantos os baluartes e revelins que rodeiam um espaço com um perímetro de 2500 metros. Esta notável praça-forte foi edificada nos sécs. XVII-XVIII, em redor de um castelo medieval, num local importantíssimo como ponto de defesa estratégico da região - um planalto a cerca de 12 kms da linha fronteira com Espanha, definida pelo Tratado de Alcanices em 1297, data em que Almeida passou a ser portuguesa.
Existem várias versões para origem do nome Almeida. Mas o que todos concordam é que o nome é de origem árabe. Uns referem que vem do árabe Al Mêda e que significa a mesa, pelo facto da povoação se encontrar situada num vasto planalto, no planalto das mesas.
Almeida é um dos melhores exemplares de fortificação abaluartada existente em Portugal.
Almeida foi palco de lutas ao longo dos séculos, destacando-se as Guerras da Restauração (séc. XVII), em que os espanhóis foram definitivamente afastados do trono de Portugal, e as invasões francesas no séc. XIX em que esteve cercada durante um longo período pelas tropas napoleónicas, tendo o seu castelo e parte da muralha sido gravemente danificados pela explosão de uma enorme quantidade de pólvora armazenada nos paióis, o que provocou a sua rendição.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Para todos nós

Foto de Luciano Leal

"A idade de ser feliz"
(Geraldo Eustáquio de Souza)

Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer

Fase mágica,
em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores
e entregar-se a todos os amores
experimentando todos os seus sabores
sem preconceito nem pudor

Tempo de entusiasmo e de coragem
em que todo desafio é mais um convite á luta
que a gente enfrenta com toda a disposição
de tentar algo novo,
de novo e de novo, e quantas vezes for preciso

Essa idade, tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a duração do instante que passa ...
... doce pássaro do aqui e agora
que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Museu de Kafka

O Museu Kafka é uma mostra onde se pode admirar as primeiras edições das obras de Kafka, os diários, as cartas e os manuscritos que originariamente eram guardados em Barcelona, Espanha. Em 1999, a coleção do Museu de Praga foi transferida para onde Kafka nasceu e há muito tempo fica exposta no Museu de Kafka, numa exposição de período longo mas não permanente. O Museu de Kafka é dividido em duas seções principais: a primeira chamada "espaço existencial" que procura explicar a enorme influência que Praga teve sobre Kafka e na sua forma de escrever. A segunda é intitulada "topografia imaginária" e utiliza animações 3D e áudio-visuais para ilustrar como Kafka teria imaginado viver em uma Praga diferente daquela do seu tempo. Uma visita ao Museu Kafka é obrigatória para conhecer e reconhecer a assim chamada “Cidade de K”.

Foto de Luciano Leal

Me Deixas Louca
(Composição: Armando Manzanero / Versão: Paulo Coelho)

Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
E quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria
Me deixas louca

Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca

Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca



quinta-feira, 25 de março de 2010

Praga - Pérola do Oriente

Conhecida como Pérola do Oriente, a cidade de Praga, capital da República Tcheca, tem a fama de seduzir pessoas de todos os matizes. "Praga não deixa a gente ir embora, esta velha tem garras" como já dizia o escritor Franz Kafka sobre a cidade onde nasceu e viveu a maior parte de seus 41 anos. Dá para entender seu comentário quando a conhecemos de perto. Cada bairro é um atrativo e cada rua é uma obra de arte. Nós faríamos apenas uma correção ao comentário do autor de A metamorfose: Praga pode ser uma cidade antiga, mas não é uma velha. Na verdade ela é jovem, sensual e sempre consegue seduzir aos que tem a sorte de conhecê-la.

Foto de Luciano

À Flor da Pele...
(Piero Valmart)

Vou deslizando meus dedos por essa estrada sedosa,
Em cada curva que passo, um odor, novas surpresas:
É tua pele macia, horizonte de belezas,
Delícias de minha vida, companheira, saborosa...

Em tua cútis, a boca rastejo, de sul a norte,
Provocando em cada pêlo um gostoso arrepio,
E sinto que te contorces como a gazela no cio,
E te envolvo, faminto, e te abraço bem forte...

Inexplicáveis momentos de ternura, de paixão,
De corpos embriagados, em transe de comoção,
Com gemidos e suspiros saltando à flor da pele...

E prossigo no caminho de mistérios tão infindos,
Amando teu ser completo, fitando teus olhos lindos,
Até que afinal, num beijo, meu prazer tua boca sele...

Foto de Luciano

terça-feira, 23 de março de 2010

Paris

Poesia e arte contaminam os ares de Paris. Capital política e intelectual da França, com mais de dez milhões de habitantes. Paris também encanta pela beleza e ousadia de sua arquitetura, o charme da Champs Élysées e o requinte de seus cafés e gastronomia.
 
Foto de Violet (Ceiça)
 Migalhas
 (Erasmo Carlos)

Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afeto esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas

 Foto de Violet (Ceiça)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Salzburgo - Austria - A cidade de Mozart

Abrigada numa curva do rio Salzach e protegida pelas massas imponentes do Mánchsberg e do Kapuzinerberg, a cidade de Salzburgo revela-se uma das mais acolhedoras da Europa. Talvez, porque preservou ao longo dos séculos as suas características mais genuínas, grande parte do seu centro histórico e a memória e obra dos seus filhos mais ilustres, a começar pelo gênio da música que foi Wolfgang Amadeus Mozart.
Foto de Luciano

Escuta...
(Florbela Espanca - Trocando olhares - 21/07/1916)

Escuta, amor, escuta a voz que ao teu ouvido
Te canta uma canção na rua em que morei,
Essa soturna voz há de contar-te, amigo
Por essa rua minha os sonhos que sonhei!

Fala d’amor a voz em tom enternecido,
Escuta-a com bondade. O muito que te amei
Anda pairando aí em sonho comovido
A envolver-te em oiro!… Assim s’envolve um rei!

Num nimbo de saudade e doce como a asa
Recorta-se no céu a minha humilde casa
Onde ficou minh’alma assim como penada

A arrastar grilhões como um fantasma triste.
É dela a voz que fala, é dela a voz que existe
Na rua em que morei… Anda crucificada!

Foto de Luciano

sábado, 20 de março de 2010

Primavera no Japão

Foto da Internet
Teus seios

Teus seios... quando os sinto, quando os beijo
na ânsia febril de amante incontentado,
são pólos recebendo o meu desejo,
nos momentos sublimes de pecado...

E às manhãs... quando acaso, entre lençóis
das roupagens do leito, saltam nus,
lembram, não sei, dois lindos girassóis
fugindo à sombra e procurando a luz!...

Florações róseas de uma carne em flor
que se ostenta a tremer em dois botões
na primavera ardente de um amor
que vive para as nossas sensações...

Túmidos... cheios... palpitantes, como
dois bagos do teu corpo de sereia,
tem um rubro botão em cada pomo
como duas cerejas sobre a areia...

Quando os tenho nas mãos... Quantas delícias!...
Arrepiam-se, trêmulos , sensuais,
e ao contato nervoso das carícias
tocam-me o peito como dois punhais!...

Meu lúbrico prazer sempre consolo
na carne destas ondas revoltadas,
que são como taças emborcadas
no moreno inebriante do teu colo...

(Poemas de J. G. de Araujo Jorge, extraídos do livro Poemas do Amor Ardente - 1961)

Foto da Internet

segunda-feira, 15 de março de 2010

Mais fotos e flores de Luciano


Amor
(Violet)

Amor...
Que mais ele é capaz de proporcionar
Além de tudo transmutar?
Desatino;
Arrebatamento;
Contentamento...

Determina reverência
De quem dele sempre tentou se evadir
Por medo do padecer
E crer seu par não existir.

Afável e conflitante emoção
Alforria sensações
Envereda-se por alamedas primaveris,
Perdendo-se em aspirações.

Lampejo de afeto real!
Inebriante...
Mas que a muitos causa dor...
Buscando por ele
Ou por quem perdeu e tanto amou.

Amar sem sofrer...
Difícil;
Em extinção!
Vivenciar o quase impossível
Ambiciona todo coração.


sábado, 13 de março de 2010

Palácio Hotel do Bussaco - Norte de Coimbra

Foto de Luciano

O Palácio Real, último legado dos reis de Portugal situado na Mata do Buçaco (Luso, concelho da Mealhada), é um conjunto arquitectónico, botânico e paisagístico único na Europa onde está instalado actualmente o Palace Hotel do Bussaco, categorizado como um dos mais belos e históricos hotéis do mundo. Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1996.
Situado como que magicamente no interior da Mata Nacional do Bussaco assemelha-se a uma Torre de Belém (Lisboa) rodeada de um extenso oceano verde, uma floresta mágica onde se encontram igualmente capelas, fontes, miradouros, uma Via Sacra e um Convento.

Foto de Luciano


Quem Sabe um Dia
(Mário Quintana)

Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Mar de Minas - (O Lago de Furnas) Brasil

O Lago de Furnas é a maior extensão de água do Estado de Minas Gerais e um dos maiores lagos artificiais do mundo, por isto é chamado Mar de Minas. Alimentado por nascentes e rios de águas cristalinas, cobre uma superfície de 1.457,48 Km², tendo modificado a paisagem dos trinta e quatro municípios atingidos pela sua inundação, com a criação de praias e desfiladeiros. Segundo a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO): "historicamente a região guarda a memória das tribos indígenas que ali habitaram, das trilhas bandeirantes em busca de ouro, das fazendas seculares e dos quilombos rebeldes. Muito dessa história submergiu em fevereiro de 1963, quando as águas do lago subiram seu nível por sobre casas, plantações e até mesmo cidades, transformando definitivamente o lugar. Seus habitantes levaram algum tempo para reconhecer a nova paisagem e as novas possibilidades oferecidas pelo grande lago que se formara. Aos poucos, porém, em seus remansos, agradáveis pousadas, férteis pesqueiros e elegantes embarcações foram surgindo e delineando o futuro turístico do Lago de Furnas".

Foto de Luciano
O Abraço do Mar
(Glória Salles)

Dia qualquer e essa saudade me trouxe...
Não quis pensar, pausei tudo aqui em mim
Antes que o tempo me engolisse lentamente
Sem traçar caminhos, decorei as idas e vim

Em frente o mar imenso, imolar essa imagem
Este azul profundo que me impregnou a alma
Corpo inteiro imerso nas águas dessa paisagem
A pele macia da mão do mar acariciou-me a alma

Na garganta da noite, todo meu sentir pausado
Vou, deixo atrás o mar, e nele meus fragmentos
Questionando-me a voz rouca dos pensamentos

Ainda pareço ouvir das ondas o som cantado
Se nas marcas da areia, deixar meu eu, me custa
Muito mais a idéia de dormir sem você assusta...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Curva na Estrada Serra da Estrela

Na Serra da Estrela encontrará a principal zona de esqui de Portugal, a estação de esqui encontra-se dentro do Parque Natural da Serra da Estrela e a sua altitude máxima é de 1994 metros. Ideal para os amantes do turismo rural e dos desportos de Inverno.

Foto de Luciano

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
(José Saramago)

Foto e Flores de Luciano


Um pedido sincero de desculpa basta para se perdoar
O segredo guardado basta para se confiar
Uma lágrima basta para aliviar a dor
Um sorriso discreto basta para conseguir um outro sorrir
A música basta quando fala por você
Um olhar basta quando não existem palavras
Observar o céu basta para inspirar a saudade
O forte abraço basta para sentir segurança
A conquista de um sonho basta para se enfrentar a realidade
Sentir a brisa basta para acreditar no que não se pode ver.
Um único beijo basta para se apaixonar.
Te ver feliz basta...

Basta ser feliz,
não importa como.
Dona Geo

quarta-feira, 10 de março de 2010

Por do sol - Ericeira - Lisboa

Foto de Luciano
O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
A mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O farol guia.
A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!!!
 
(Victor Hugo)
 
 
"Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas."
(Séneca)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Praia do Sul - Ericeira - Portugal

Também conhecida por praia da Baleia ou de Banhos, é uma das mais seguras do concelho, estando abrigada dos ventos de norte pela Ponta de Santa Marta. Desde a década de 70 tem sofrido um acelerado processo de desassoreamento, o que a torna, hoje, num areal pouco extenso confinado à parte sul da praia. Tem bares de apoio aos banhistas, salva-vidas e balneários públicos

Foto de Luciano
Não te Amo
(Almeida Garrett)

Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma.
E eu n'alma - tenho a calma,
A calma - do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado

terça-feira, 2 de março de 2010

Praia dos Pescadores - Ericeira - Portugal

Nesta localidade de Portugal, "cheira a mar": dos restaurantes com peixe e marisco sempre fresco ao ambiente que se vive nas ruas, tudo tem a ver com o mar. E aqui não vemos o mar da mesma maneira que noutros sítios. É, de facto, verdade o que diz a canção: "Ericeira, onde o mar é mais azul..."

Foto de Luciano
Vozes Do Mar
(Florbela Espanca - Trocando olhares - 17/06/1916)

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d’oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?…

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d’epopeias? Tens anseios
D’amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz,ó mar amigo?…
… Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Rio Mondego - Portugal

O Mondego é o maior rio exclusivamente português. Percorre a parte centro do país, desde a Serra da Estrela até ao Oceano Atlântico, onde desagua junto da Figueira da Foz.

Foto de Luciano
Poema ao Vento
(Fernando Pessoa)

Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora;
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora.
Há uma íntima intenção
Que tumultua em meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer;
Não sei se há ramos deitados
Abaixo no temporal,
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual.

Dos ramos que ali caíram
Sei só que há mágoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores.

Azenhas do Mar - Lisboa

As Azenhas do Mar, situada num vale pitoresco, com o seu lindo casario construído na encosta sul é uma das praias mais apreciadas e interessantes piscinas escavadas na rocha. O Miradouro das Azenhas do Mar está construído sobre arribas que descem sem medo até ao Oceano. É um local muito frequentado tanto no Verão como no Inverno, pela grandiosidade da vista que proporciona. Ali, pode apreciar-se o Oceano Atlântico em todo o seu esplendor, e, com um pouco de sorte, ver passar, lá ao longe, navios de pesca.

Foto de Luciano
Erros!!!
(Humberto Luiz)

Cheguei a momentos de querer sumir, ou melhor, apagar palavras que disse, atos que cometi.
Impossível!!! Eu sei!!!
Então percebi que sou humano, não sou perfeito e nunca serei.
Erros cometemos, muitos, infelizmente, mas com os erros aprendemos também.
E aprendi
Aprendi que não se repete os erros cometidos, pois se tornaria burrice.
Aprendi que a melhor maneira de se redimir de um erro é assumindo-o.
Aprendi como é amargo o gosto da culpa de ter errado.
Aprendi que ás vezes só o tempo é capaz de curar as feridas deixadas pelos nossos erros.
E aprendi a nunca desistir, errando acertando, mas sempre na tentativa de ser feliz, sempre buscando a felicidade.
Pois meus erros são reflexos das minhas tentativas sem sucesso de tentar ser feliz, te fazer feliz.
Erros estes que se tornam mínimos, pois me encontro na felicidade de estar ao teu lado e de ter teu carinho, que resume no sorriso que desenha no meu rosto toda vez que te encontro.

Sentimentos
Paixões, Amores, ilusões...
Palavras não os descrevem, o coração sim, sabe tudo que estamos a viver e sentir, sabe porque suspiras e porque sufoca o ar que nos traz a vida, mas só o tempo esclarece, descreve e nos diz realmente o que sentimos.
(Humberto Luiz)